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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Crise econômica faz crescer o número de jovens no cibercrime

Segundo a União Européia, os estudantes de tecnologia estão sendo recrutados diretamente nas escolas e faculdades.

O cenário de crise econômica mundial tem um impacto direto no crescimento do cibercrime. É o que afirma a agência de investigação da União Européia, a Europol.

Em um estudo recente conduzido pela organização sobre o crime organizado, ela destaca que o momento econômico tem levado um número cada vez maior de jovens com conhecimentos sobre tecnologia a ingressar em gangues de crackers.

“E um número crescente de desempregados da Europa deve se engajar no cibercrime nos próximos anos”, ressalta a Europol no documento. A agência destaca que estudantes estão sendo recrutados diretamente nas escolas por organizações criminosas.

No estudo, também é destacado o fato de que a Internet se tornou uma ferramenta de comunicação, informação, venda e recrutamento para o crime organizado, facilitando práticas como tráfico de drogas, pirataria, pedofilia, imigração ilegal e  até tráfico de seres humanos.

A Europol afirma que os sistemas de Internet Banking permitem que organizações criminosas movam com certa facilidade bens de um país para outro e aponta que os sistemas de apostas online e moedas virtuais para games também estão sendo usados para lavagem de dinheiro. “A economia do crime está mais sofisticada, com provedores de serviços especializados para crackers (criminosos da Internet), com oferta, por exemplo, de grandes volumes de dados de cartões de crédito”, destaca o relatório.

Segundo dados da McAfee, especializada em segurança, as perdas corporativas mundiais por conta do cibercrime estão estimadas em  1 trilhao de dólares por ano. Atualmente há mais de 150 mil programas nocivos em circulação e cerca de 150 mil PCs são infectados todos os dias.

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